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Como o mercado imobiliário deve se comportar pós-pandemia?

24/07/2020 - Fonte: Estadão
Estilo de vida baseado no isolamento social e transformação digital começa a revelar novas formas de morar, investir e de comprar imóveis

Como será o mundo pós-pandemia é uma das questões que mais inquietam especialistas de vários setores. No que diz respeito ao mercado imobiliário, os impactos da Covid-19 revelam novas formas de morar e necessidades que estão moldando tendências. Separamos algumas delas que deverão se manter no futuro próximo.

- Apartamentos maiores e mais práticos:

Se antes grande parte das pessoas gastavam mais tempo fora de casa, no trajeto ou no próprio trabalho, com a pandemia elas tiveram que ficar reclusas em seus endereços, compartilhando o local com a família ou outros moradores.

A procura por espaços maiores que ofereçam conforto e qualidade de vida a todos é uma tendência do mercado imobiliário advindo disso. Apartamentos com mais cômodos e varanda, por exemplo, serão ainda mais valorizados.

- Espaço para home office:

Diversas empresas tiveram que suspender suas atividades no escritório e colocar as equipes para trabalhar em casa. Funcionários que só usavam a residência para descansar no fim do dia começaram a fazer tudo no mesmo lugar: trabalhar, comer, descansar, dormir, estudar.

A nova necessidade é um ambiente que ajude a separar fisicamente os setores da vida. Imóveis com espaço para escritório, por exemplo, com recuo na sala ou um cômodo a mais, uma bancada planejada próxima à janela e prateleiras já estão sendo mais disputados.

- Valorização da cozinha:

Sem a possibilidade de sair para comer e tendo que fazer a hora de almoço em casa, as pessoas começaram a passar mais tempo na cozinha e a preparar pessoalmente as próprias refeições. Mas a cozinha se tornou também um ambiente de socialização: lives para compartilhar receitas com os amigos e a família ajudam a passar o tempo. Ou mesmo a espera de redução do isolamento para receber pessoas em casa passa a gerar expectativa.

Para acompanhar esse novo estilo de vida, a tendência para o mercado imobiliário é o aparecimento de imóveis que valorizem esse espaço. Cozinhas amplas e bem equipadas serão diferenciais no pós-pandemia.

- Casas de campo:

Outra tendência durante a pandemia foi a alta na procura por imóveis longe dos grandes centros. A volta para o campo é uma alternativa para evitar aglomerações e criar meios de subsistência ao praticar o cultivo de alimentos. Os imóveis no interior serão usados como segunda casa ou mesmo como residências fixas, principalmente pelas pessoas que continuarão trabalhando remotamente e poderão morar longe da empresa.

- Edifícios mistos

Com a redução da mobilidade durante a pandemia, as pessoas começaram a comprar em estabelecimentos comerciais mais próximos de onde moram. O reflexo disso no mercado imobiliário é o surgimento de prédios que integrem unidades residenciais com comércios, possibilitando o acesso mais fácil dos moradores aos serviços essenciais.

- Menos investimento em imóveis comerciais e valorização dos residenciais

Se as empresas continuarem mantendo o home office, vão querer reduzir e até abdicar de espaços em escritórios. Com isso, a tendência é a diminuição no valor dos aluguéis de imóveis comerciais, afastando investidores. Por outro lado, ao que tudo indica, as locações residenciais se manterão estáveis, tornando esses imóveis melhores oportunidades para investimentos.

- Transação de imóveis 100% digital

Seja por trauma, seja por hábito, a tendência é que a pandemia faça com que as pessoas continuem evitando contatos presenciais. Até mesmo para fecharem negócios, como é o caso de compra e venda de imóveis.

Empresas do mercado imobiliário vão investir cada vez mais em tecnologias que possibilitem transações totalmente online, como aplicativos e ferramentas de avaliação, visita e registros virtuais, entre outros. Isso vai ajudar a desburocratizar processos e reduzir o tempo da negociação.


zaite.com.br