Devo, não nego e pago se puder? Veja os riscos de dever condomínio

12/08/2026 - Fonte: InfoMoney Após o esgotamento das tentativas de pagamento no processo judicial, o único imóvel da família pode ser levado a leilão

Deixar de pagar o condomínio pode parecer uma pendência administrável por algum tempo, porém, na prática, especialistas afirmam que esse tipo de dívida pode escalar mais rápido do que o previsto, com acréscimo de multa, juros, honorários e até risco de perda do imóvel em casos extremos.

Dados levantados pela uCondo, empresa que oferece sistema e aplicativo de gestão condomínios para síndicos e administradoras, mostram que a inadimplência condominial vem subindo no país nos últimos anos. O índice saiu de 9,15% em 2022 para 11,8% em 2025, segundo o levantamento da empresa usando dados internos.

Mas afinal, existe um limite seguro para dever condomínio? O o problema começa antes do que muitos imaginam, uma vez que aquele longo período de tolerância para atrasos de condomínio do passado não existe mais.

O problema se torna sério no exato momento em que o boleto vence. A legislação processual transformou a cota condominial em título executivo extrajudicial, o que significa que o condomínio não precisa mais entrar na Justiça para discutir se o morador deve ou não; ele entra direto para executar a dívida e buscar bens. Hoje o valor da dívida importa menos do que a velocidade com que honorários advocatícios e custas judiciais começam a transformar uma cota atrasada em um passivo insustentável.

Na prática, o atraso passa a ficar mais difícil de reverter depois de alguns meses. Em geral, a situação se agrava a partir de 90 dias de atraso, quando à dívida passam a ser somados multa de até 2%, juros mensais de 1%, correção monetária, honorários de cobrança, honorários advocatícios e, em alguns casos, custas processuais. "Quanto maior o tempo de atraso, menor costuma ser a capacidade financeira do morador de regularizar o débito", avalia Sarah Castro, diretora comercial do Cerus, empresa de soluções financeiras para condomínios.

A cobrança judicial também costuma vir cedo. Sousa explica que a ação pode ser proposta, em média, entre o segundo e o terceiro mês de atraso, a depender da política definida pelo condomínio.

Antes disso, o mais comum são notificações e tentativas de acordo. Se não houver pagamento, a cobrança pode avançar para bloqueio de contas, penhora de veículos, aplicações financeiras e do próprio imóvel.

- O risco de perder o apartamento é real?

O risco de perder a casa ou o apartamento é real. "A consequência final é o leilão do próprio imóvel". A proteção do bem de família – que impede a penhora do imóvel destinado a residência familiar – não se aplica da mesma forma às dívidas geradas pelo próprio imóvel, como condomínio e IPTU. Nesse caso, após o esgotamento das tentativas de pagamento no processo judicial, o único imóvel da família pode ser levado a leilão.

- Há saída

Apesar disso, a execução até o leilão não costuma ser o desfecho mais frequente. A renegociação ainda é o caminho mais comum. "A grande maioria dos casos é repleta de renegociações dessa dívida", A recomendação é que o morador procure o condomínio antes que a situação se deteriore, porque isso reduz o desgaste e melhora a chance de um acordo.

O melhor cenário é buscar parcelamento antes do ajuizamento da ação, evitando que a dívida seja inflada por despesas judiciais.

- Condomínio cada vez mais caro

Além do endividamento recorde no país – que faz as famílias priorizarem dívidas mais caras, como fatura de cartão, em detrimento do que é entendido como mais "maleável" –, o encarecimento da conta de condomínio tem pesado no orçamento. A média das mensalidades foi de R$ 413 em 2022 para R$ 522 até o fim de 2025, alta superior a 26% em três anos, ainda de acordo com os dados da uCondo.

E o problema não está concentrado em um único perfil de morador ou de condomínio. Todos estão com aumento de inadimplência pelos levantamentos que nós temos nos últimos anos.


Outras notícias

Descubra as últimas atualizações e tendências do mercado imobiliário.
zaite
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Zygmunt Katz - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela Zygmunt Katz.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a Zygmunt Katz não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a Zygmunt Katz implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar